Sacolinhas plásticas e móveis de madeira
Rogildo Gallo é diretor superintendente da Montana Química S.A.
Divulgação/Montana Química
A capital paulista comemorou seu 458º aniversário com o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados. O que virá depois? Depois dos prós e contras desta medida, a solução mais uma vez vem da madeira, que contempla diversos setores, da construção ao mobiliário.
As opiniões veiculadas pela mídia foram de grande espectro, da satanização à louvação pelas propriedades das sacolinhas plásticas de supermercados. Mas, enfim, sob o peso pesado da argumentação ambiental, do acordo de empresários do setor supermercadista e a parceria da autoridade pública local, elas saíram de cena no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo. Para substituí-las, os supermercados colocaram em campo as populares caixas de papelão. Prova de que, uma vez mais, a madeira que é matéria-prima para fabricação do papelão é parte da solução sustentável para mais um problema de grande porte na sociedade moderna.
Por outro lado, também é perceptível a cada ano o crescimento do mercado para a madeira tratada. Trata-se do único material construtivo – seja ele originário de reflorestamento ou de floresta nativa com manejo certificado – 100% renovável, sustentável e capaz de sequestrar e armazenar CO2 em suas fibras. A boa notícia é que o conhecimento técnico e a consciência ambiental sobre madeira tratada vêm conquistando engenheiros, arquitetos, construtores e proprietários de imóveis pelo Brasil afora. Com isto, a madeira ganha espaços importantes que vão da construção civil ao mobiliário, em substituição aos materiais que nestes setores carregam problemas ambientais similares aos das sacolinhas plásticas.
Sustentabilidade – O que se busca é a sustentabilidade na atividade industrial. Neste sentido, empresas brasileiras comprometidas com a ética e a questão ambiental trabalham fortemente com a campanha “Madeira de Verdade”, capitaneada pela Abrafati, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas. Difunde-se nos mercados nacional e internacional a ampliação consciente do uso da madeira, dos Estados Unidos à Europa, onde há outros exemplos emblemáticos como o “Vero Legno”, na Itália. O setor moveleiro nacional também está sintonizado com as demandas do mercado global por produtos inovadores, originais e sustentáveis que têm na madeira sua melhor expressão. Assim, o mercado de móveis cada vez mais consciente vai deixando para trás as imitações que, além de serem de gosto duvidoso derivam do extrativismo, são antiecológicas. Totalmente ao contrário do que é amplamente divulgado por quem as produz.
Exemplos não faltam. Recentemente uma revista do segmento madeireiro publicou ampla e detalhada matéria apontando riscos ambientais sobre o PVC, chamado indevidamente de “madeira de plástico”. Mas há outros materiais nesta lista, todos de origem extrativista e, portanto, esgotáveis como alumínio, aço e concreto, que na maioria das vezes tentam esconder seus problemas de origem. Além do mencionado extrativismo, podem ter alta toxicidade, além de alto consumo de energia para sua produção.
Numa rápida comparação, basta relembrar que madeira é produzida na fábrica mais limpa do mundo, a floresta. Sua produção se dá a partir da retirada de CO2 da atmosfera, um dos responsáveis pelo aquecimento do planeta, e emissões do mais puro O2 que respiramos. A produção de alumínio, aço, PVC e concreto depende, além da retirada de matérias-primas esgotáveis da natureza, de altas taxas de energia. Para dar uma ideia, segundo dados do Laboratrório Nacional de Engenharia Civil, o LNEC português, para produzir uma tonelada de madeira consome-se 0,8 kg equivalente em carvão (KgEC). Para produzir a mesma quantidade de concreto são necessários 26 KgEC, para o aço 1000 KgEC, para o plástico 1800 KgEC e para o alumínio outros 4200 KgEC. Tudo somado, mais as altas taxas de emissões de poluentes, o planeta poderá ser levado à exaustão. Mas ainda há tempo para reverter este processo, nos diz a ciência. É fundamental buscar alternativas, o tempo é cada vez mais curto. Porém, uma coisa é certa, a madeira e seus produtos estão e estarão sempre no menu das soluções.
Rogildo Gallo
Diretor superintendente da Montana Química S.A.
Diretor superintendente da Montana Química S.A.
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